5/31/2013
5/28/2013
Reabertura de Termas do Carapacho sem valências termais é inadmissível
http://psdacores.pt/2013/05/reabertura-de-termas-do-carapacho-sem-valencias-termais-e-inadmissivel/
O PSD/Açores mostrou indignação pelas notícias de que as Termas do Carapacho, na ilha Graciosa, irão reabrir sem as suas valências termais, uma situação "inadmissível", diz o deputado João Bruto da Costa, lembrando que a remodelação das Termas, concluída em 2010, "foi um investimento, em conjunto com a requalificação da zona balnear, que ascendeu a 3,5 milhões de euros".
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, os deputados social-democratas eleitos pela Graciosa questionam a tutela sobre "a data da reabertura das valências termais das Termas do Carapacho", assim como "pretendemos saber a calendarização para o início e a conclusão das obras de recuperação das piscinas", refere o parlamentar.
Segundo João Bruto da Costa, "a reabertura das termas, sem termas, mais do que caricato é contraproducente na promoção da Graciosa, ainda mais tratando-se de uma valência inaugurada há menos de dois anos", sobre a qual "o atual presidente do governo regional fez os maiores elogios. Assim mesmo, as termas encerraram para remodelação e a zona balnear, a menos de uma semana de abrir a época balnear, apresenta um estado lastimável", denuncia.
O deputado do PSD/Açores lembra que, "após a recente visita estatutária à Graciosa, o Governo Regional comprometeu-se a reabrir as Termas até ao final de abril. O que, como se verifica, não aconteceu", sublinha, acrescentando que "a abertura sem valências termais será um rude golpe no prestigio daquela estrutura e um retrocesso sem precedentes na oferta que a mesma propicia aos graciosenses e a quem nos visita".
"Além disso, e com a época balnear à porta, não é aceitável que a zona balnear do Carapacho, galardoada com a Bandeira Azul, esteja sem as mínimas condições para receber utilizadores. Há uma clara degradação, causada pelo mau tempo e pela rotura das tubagens de água termal canalizada para a piscina", afirma João Bruto da Costa.
O social-democrata alertando ainda para o facto de a Graciosa ter perdido, em 2013, "60% das dormidas e 56% dos proveitos no turismo. A fragilidade da ilha não se compadece com o abandono a que o governo a vem deixando, não cumprindo com os compromissos que ainda recentemente assumiu", concluiu.
5/03/2013
COMUNICADO
A Greve dos trabalhadores do Grupo SATA revelou a extrema dependência de que a Graciosa padece de um transporte aéreo regular e frequente.
Os anúncios por parte da administração da empresa relativamente aos serviços mínimos assegurados após conjugação com a decisão do Tribunal Arbitral no âmbito da arbitragem obrigatória junto do Conselho Regional de Concertação Estratégica, suscitam a perplexidade de muitos Graciosenses, desde logo pela falta de cumprimento da existência de um toque por dia em cada uma das ilhas dos Açores, com excepção do Corvo e dois toques na Ilha Terceira, conforme ficou deliberado no Acórdão daquele Tribunal no processo n.º 3/2013 relativo à Greve dos dias 23, 24, e 25 de Abril e 2, 3, e 4 de Maio.
Nessa medida, foi com acentuada estupefacção que assistimos à programação de voos para os dias de greve em que não existe qualquer ligação para a ilha Graciosa no dia 3 de Maio, não sendo compreensível que se estabeleça que devem existir serviços mínimos diários e os mesmos não se verifiquem na programação efectuada.
Por outro lado, também não se realizou qualquer voo para a ilha Graciosa no dia 1 de Maio, situação de todo incompreensível.
O PSD Graciosa não pode deixar de manifestar a sua indignação, em defesa dos interesses dos Graciosenses, e a sua perplexidade pela total passividade do Governo Regional no cumprimento pela SATA das determinações do Tribunal arbitral, e igualmente pela inércia da Câmara Municipal que também não foi capaz de ter qualquer palavra na defesa da ilha Graciosa que, mais uma vez, se vê prejudicada pelo desinteresse de quem a Governa.
Santa Cruz da Graciosa, 3 de Maio de 2013
A Comissão Política do PSD-Graciosa
4/29/2013
Uma não resposta
4/22/2013
4/18/2013
VOTO DE PESAR
Faleceu ontem, 17 de Abril de 2013, no Hospital de Angra do Heroísmo, vítima de doença prolongada, o Padre José Simões Borges.
José Simões Borges, nasceu a 15 de Março de 1928 na Freguesia do Cabo da Praia, Concelho da Praia da Vitória.
Ingressou no Seminário de Angra, onde tirou o Curso Teológico dos Seminários e Complementar dos Liceus, tendo sido ordenado padre a 16 de Novembro de 1952.
Na sua actividade eclesiástica passou por diversas paróquias açorianas. Em Outubro de 1953 iniciava o seu magistério no Santuário da Conceição, em Angra do Heroísmo, tendo depois passado por Santa Maria Madalena, na ilha do Pico, em 1954, onde se destacou o seu trabalho em obras de preservação daquela igreja.
Em 1955 vai para a ilha de São Jorge, onde esteve 4 anos colocado nos Biscoitos da Calheta, até rumar novamente à Terceira, para exercer na Paróquia da Fonte do Bastardo, onde permaneceria por 5 anos.
Simões Borges desembarcou na ilha Graciosa a 1 de Julho de 1964 para prestar serviço na Paróquia de Santa Cruz da Graciosa.
Em 1967 passou para a Freguesia de Guadalupe, colocado nos Curatos de Ribeirinha e Vitória até 1985, ano em que tomou posse na Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, onde exerceu o seu múnus sacerdotal durante 20 anos.
Entre muitas obras por ele orientadas destacam-se as de restauro da Igreja de Guadalupe após o sismo de 1989.
Depois de mais de 50 anos dedicados à Igreja, assume apenas funções no Curato de Santo António da Vitória até ao dia 8 de Novembro de 2010.
Desde 1 de Outubro de 1969 exerceu funções de docente na antiga Escola Preparatória da Graciosa, como professor de educação musical e educação moral e cristã. Nesta escola foi ainda, durante dez anos, Presidente do então Conselho Directivo, um mandato que se iniciou em 1975, tendo no ano lectivo 1990/1991 sido presidente do Conselho Pedagógico daquela escola, tendo-se reformado do ensino em 1994.
Simões Borges esteve sempre ao serviço da população também na área cultural, tendo sido membro de direcções, fundador e dinamizador de diversos clubes associações e grupos musicais, em que se destaca o Graciosa Futebol Clube, Sociedade Recreativa da Vitória, Clube Central de Guadalupe e Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa.
Violinista e compositor, a sua veia artística levou-o ainda a colaborar na preparação de músicas para o Conjunto "Selvagens do Ritmo", foi regente das Filarmónicas Recreio dos Artistas e União e Progresso de Guadalupe, e fundou a 6 de Abril de 1978 o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Guadalupe.
Foi igualmente ensaísta e levou à cena algumas peças de teatro.
Pelas ilhas em que passou também teve um papel importante nesta área, nomeadamente ao fundar o grupo de Violas, Orfeão e Grupo de Teatro dos Biscoitos da Calheta, em São Jorge.
Na ilha Terceira fundou a Orquestra Filarmónica de Angra do Heroísmo e na Fonte do Bastardo fundou os grupos de folclore e de teatro e variedades.
Muito interessado em cultura procurou formação nesta área, tendo concluído o curso de regentes amadores de bandas de musicas civis e curso do património artístico natural e etnográfico em 1992.
Simões Borges foi ainda colaborador de diversos programas de rádio tendo sido correspondente na Graciosa da Rádio Clube de Angra e RDP Açores - Antena 1, destacando-se em programas como a "Voz da Força Aérea no Atlântico", "Manhãs de Sábado" e programa "Pensamentos" da Rádio Graciosa.
Em 2003 publicou um livro de crónicas que partilhava nas "Manhãs de Sábado" com os ouvintes da Antena 1.
Como momento único na sua vida, Simões Borges sempre assinalou ter, em 1967, levado a efeito uma celebração eucarística única, feita pela primeira vez na Furna do Enxofre, que foi acompanhada musicalmente pelo conjunto musical: "Selvagens do Ritmo".
Como violinista assumiu particular importância o momento em que desceu à Furna do Enxofre na ilha Graciosa, tocando violino para o então Presidente da República, Dr. Mário Soares.
O empenho que colocou na defesa das questões graciosenses e a disponibilidade que sempre demonstrou para com as instituições que representou deram-lhe o merecido reconhecimento público, e foi assim que viu ser descerrado um busto em sua homenagem no Largo de Guadalupe na ilha Graciosa, que também passou a designar-se Largo Padre José Simões Borges, tendo ainda recebido o título de cidadão honorário da ilha Graciosa atribuído pela Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa.
Em 2009 foi igualmente homenageado pelos paroquianos da Vitória, na ilha Graciosa, por ocasião do centenário da Igreja.
Em 2010 recebeu a medalha de mérito municipal da Câmara Municipal da Praia da Vitória.
Assim, o Grupo Parlamentar do PSD propõe a aprovação do seguinte voto de pesar:
A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores manifesta o seu pesar pelo falecimento do Senhor Padre José Simões Borges, cujo percurso de vida sempre demonstrou o seu empenho nas questões a que se dedicou, assim como pela sua terra de adopção e pelas gentes da ilha Graciosa
Que deste voto seja dado conhecimento à família enlutada.
Horta, sala de Sessões, 18 de Abril de 2013
4/10/2013
Comunicado
A visita estatutária do Governo dos Açores à ilha Graciosa veio revelar um Governo envergonhado, escondido atrás da guerrilha ao Governo da República, e desaparecido da resolução dos problemas dos Graciosenses.
Foi uma das visitas mais curtas e com menos actividade de sempre do Governo na Graciosa, e perante os problemas colocados pelo Conselho de Ilha o Governo adiou e deixou sem resposta a sua larga maioria.
A excepção foi o compromisso de reabrir as Termas do Carapacho até final do corrente mês de Abril e realizar obras de reparação das piscinas do Carapacho e reposição do areal da Praia antes do início da época balnear.
Quanto a outras questões essenciais, o Governo do PS promete e adia, mas não apresenta verdadeiras soluções. Que o digam os empresários da Graciosa que assistem ao continuar de dois pesos e duas medidas.
A questão da Adega Cooperativa continua a intrigar muitos Graciosenses: Os Governos do PS e os seus representantes na Graciosa criaram e sustentaram os verdadeiros problemas da Adega, e perante as evidências, ao invés de promoverem uma verdadeira concertação entre produtores, continuam a evitar reconhecer os problemas que criaram e alimentaram, e teimam em fazer parte do problema em vez de se assumirem como parte da solução.
Nas questões da saúde tardam as respostas e a resolução dos problemas que afectam os Graciosenses.
Já quanto às prometidas obras estruturantes que estariam prontas na última legislatura, o Governo e o PS voltam a não corresponder com a sua palavra. Uma atitude que leva a pensar que o Governo Socialista não conhece os programas eleitorais do PS Graciosa das últimas legislaturas.
Por outro lado, o Governo encosta-se a algumas iniciativas privadas para tentar ficar bem na fotografia, quando, na verdade, são esses privados que devem ser enaltecidos por concorrerem a fundos comunitários, não havendo qualquer verba do Governo envolvida nas suas iniciativas.
O PSD Graciosa não deixa de assinalar que os apoios concedidos de pequenas verbas a algumas instituições da Graciosa são uma obrigação que o Governo cumpre em cada visita estatutária, como é o caso do apoios às IPSS que prestam um inestimável serviço aos Graciosenses. Mas muitas outras instituições ficam, de ano para ano, à espera que se cumpram as promessas eleitorais do PS Graciosa e dos seus representantes e, nesses casos, o Governo anda desaparecido.
O Governo quis levar a cabo um evento de ouvir a população da Graciosa, o que é meritório, mas temos de deixar a sugestão que façam como nos últimos comícios do PS na Graciosa e forneçam transporte para as pessoas se fazerem deslocar a essas iniciativas, é que muitos Graciosenses, principalmente os idosos, não têm como comparecer por falta de transporte!
O PSD Graciosa não pode deixar de demonstrar a sua preocupação perante os problemas que afectam a Graciosa, desde o desemprego e o envelhecimento da população à necessidade de fixação de pessoas na ilha, dos transportes à enorme quebra do turismo que vamos assistindo, passando pelo eterno problema de valorização dos nossos produtos agrícolas e à quebra de rendimento também dos nossos pescadores, e estamos disponíveis para ajudar o Governo a enfrentar estes problemas. Quer através dos nossos alertas e sugestões, quer promovendo o debate de ideias e incentivando o governo a agir. Mas temos todos de remar para o mesmo lado sem desperdiçar energias, como faz o Governo Regional que está mais ocupado a criticar o Governo da República.
O Governo Regional sabe que pode contar com a nossa determinação a defender os interesses da Graciosa e em contribuir para o seu desenvolvimento. É nisso que estamos empenhados e será isso que faremos.
Santa Cruz da Graciosa, 10 de Abril de 2013
A Comissão Política do PSD-Graciosa
3/30/2013
Eleições no PSD Graciosa
Apresentaram-se às eleições duas listas para a Comissão Política de Ilha e Mesa da Assembleia de ilha duas listas, e uma lista para o Conselho de Jurisdição de Ilha.
As eleições registaram uma afluência de 115 militantes do PSD Graciosa, tendo para a Comissão Política de Ilha a Lista A, encabeçada por Valdemiro Vasconcelos, obtido 72% dos votos, tendo a lista B, encabeçada por Tiago Louro, obtido 28%.
Para a Assembleia de Ilha a lista A, encabeçada por João Manuel Cunha, obteve 73% dos Votos, e a lista B, encabeçada por Helder Tristão 27%.
Assim, os novos órgãos eleitos para os próximos dois anos são os seguintes:
Assembleia de Ilha:
Presidente - João Manuel Cunha
Vice- presidente - João Manuel Melo Picanço
Secretário - Anabela do Rosário Simões
Comissão Política de Ilha:
Presidente - Valdemiro Vasconcelos.
Vice-presidente - João Bruto da Costa
Vice-presidente - Mónica Sousa
Vogal - Francisco Medeiros
Vogal - Marco Nuno Silva
Vogal - João Manuel Ávila Picanço
Vogal - Hélia Rosário Teves
Vogal - Manuel Guilhermino da Rocha
Vogal - José Gregório Sousa
Vogal - Manuel António Silveira
Suplente - Rui Cordeiro
Suplente - Rui Pamplona
Conselho de Jurisdição:
Maria do Natal Cordeiro
José Luís Leite Cunha
Nelson Santos
Davide João Siva Melo
Eutímio Ortins
3/01/2013
Declaração de Voto - Alteração do PDM de Santa Cruz da Graciosa
O Grupo Municipal do PSD na Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa decidiu abster-se na votação deste documento porque todo o processo de feitura do mesmo é a demonstração plena da incompetência de uma Câmara Municipal para levar por diante processos que apenas exigiam empenho da autarquia tendo em conta as necessidades dos graciosenses.
A Câmara Municipal perdeu demasiado tempo a correr atrás de uma proposta que servisse os seus interesses políticos e não de uma proposta que servisse os interesses da Graciosa e dos seus habitantes.
A lei é geral e abstracta e deve servir toda uma comunidade. Deve criar regras para todos. Não deve ser determinada apenas por critérios de interesse político partidário.
Perdeu-se um mandato inteiro para alterar quase nada no PDM da Graciosa, será necessário outro executivo para se conseguir enquadrar o Plano Director Municipal com a realidade sócio-económica da nossa ilha.
Entendemos também que persistem dúvidas sobre o procedimento adoptado pela Câmara para levar a esta Assembleia extraordinária, convocada para aprovar um documento que tinha por base um parecer condicionado quando, na verdade, bastaram apenas mais alguns dias para se ter um parecer definitivo.
É um procedimento inédito ao qual acresce que a Câmara aprovou a remessa para esta Assembleia sem ter toda a documentação exigida.
Por isso, e para nós, não podem subsistir dúvidas sobre a forma como esta alteração ao Plano Director Municipal chegou à sua condição de poder ser ratificado e, por essa razão, entendemos que a Mesa da Assembleia, no uso das suas competências, deve solicitar a elaboração de um parecer, por parte da Procuradoria-geral da República, afim de não ficar este acto eventualmente ferido de alguma irregularidade.
Este processo de alteração do PDM foi usado pelo secretariado do PS Graciosa e pelo Executivo socialista da Câmara Municipal para tentar instrumentalizar pessoas contra o PSD Graciosa e os seus representantes. Ficou demonstrado que tentaram servir-se das pessoas.
Por nós, estamos de consciência tranquila e motivados para servir a Graciosa e não para nos servirmos dos Graciosenses.
Santa Cruz da Graciosa, 1 de Março de 2013
O Grupo Municipal do PSD
2/04/2013
Graciosa: PSD quer "soluções para se devolver a confiança na administração da Saúde"
O PSD/Açores exigiu hoje do Governo Regional que "devolva a confiança da população da Graciosa na forma como são geridos os cuidados de saúde na ilha", frisando que está já "consumado o divórcio entre os graciosenses e a administração da saúde local, o que impede a existência de confiança na sua gestão", disseram os deputados João Bruto da Costa e Valdemiro Vasconcelos.
Segundo os social-democratas , "há muitas ações dependentes da gestão da unidade de saúde de ilha que suscitam as maiores dúvidas, e que, segundo o bom senso, já deveriam ter determinado alterações de fundo na sua administração", explica João Bruto da Costa, dando como exemplo "a caricata situação do fornecimento de água da rede pública aos utentes internados no Centro de Saúde. Entre outros, igualmente determinantes no avolumar dos problemas diariamente relatados pela população", adianta.
Para os parlamentares, "a política tem contribuído para o mau ambiente entre prestadores de cuidados e a administração da saúde na Graciosa", e explicam num requerimento enviado à Assembleia Legislativa que "são demasiadas dúvidas sobre todo o administrar da saúde na ilha, a que certamente o Governo não quererá estar alheio e terá todo o interesse em esclarecer e resolver. A população da ilha Graciosa merece que termine esta conturbada relação entre quem deve servir e os destinatários de uma boa administração de cuidados de saúde", defendem.
João Bruto da Costa lembra "a recente determinação de horários para levantamento de receitas, que leva desnecessários sacrifícios por parte de cidadãos de localidades mais distantes, dada a incompatibilidade com os transportes públicos", assim como "o concurso de pessoal, aberto em 2012, em que o descontentamento sobre os procedimentos levaram a reclamações, com o júri a reconhecer o seu desconhecimento da lei, excluindo uma candidata que havia admitido sem o poder ter feito. O concurso acabou por ficar deserto em uma das vagas, por exclusão de uma candidata interna, que até tem vasta experiência nas funções a cumprir", concluiu.
1/28/2013
Requerimento: Exportação de produtos frescos da ilha Graciosa por via marítima
Excelência,
A actividade económica da ilha Graciosa depende em grande medida do desenvolvimento da produção e a consequente exportação de produtos locais.
São de salientar as capacidades produtivas da ilha, a que se associa uma forte determinação dos seus empresários agrícolas em empreender uma actividade que pode, e deve, contribuir para a criação de riqueza.
São sobejamente conhecidos os anseios dos produtores graciosenses no que respeita a uma rede de transportes eficaz, e a preços que permitam assegurar a viabilidade económica das explorações e até o seu crescimento e desenvolvimento.
Recentemente, o Governo deliberou que os produtos frescos oriundos das ilhas de coesão beneficiam de um desconto de 50% no preço do transporte por via aérea, o que se revela uma medida salutar que pode ter significativa importância para a competitividade dos produtos frescos da Graciosa nos mercados de destino.
Porém, existem constrangimentos ao transporte por via aérea de produtos locais, nomeadamente quanto à capacidade de escoamento e preço final, que obstam a que se possa reduzir àquela medida de redução em 50% do preço do frete, uma política eficaz no desenvolvimento da actividade produtiva da Ilha Graciosa.
Será disso exemplo um dos produtos com maior notoriedade oriundos da Graciosa, como é o caso da meloa, em que a via marítima será, por maioria de razão, o meio de transporte por excelência a servir tal desiderato.
Contudo, é porque é de importância assinalável para uma ilha em que o seu mercado escasso e economicamente debilitado obstam a considerar produções significativas, a eficácia de um transporte marítimo que permita colocar o produto no próprio dia em outras ilhas, nomeadamente do grupo central, depende de um serviço que importa organizar, por forma a que não ocorram perdas significativas aquando do envio para esses mercados.
A ilha Graciosa apenas tem ligação direta de transporte marítimo de carga com a ilha Terceira, fruto da actividade da empresa Transportes Marítimos Graciosenses.
No entanto, quando se trata de produtos frescos perecíveis, como o caso da meloa da Graciosa, as necessidades dos empresários agrícolas exige uma melhor coordenação, que passa sobretudo por ligações para as restantes ilhas do grupo central.
Nesse sentido torna-se de vital importância que os navios que fazem a ligação da ilha Graciosa com as restantes ilhas, permitam o transporte de carga para produtos frescos, permitindo assim um início do desenvolvimento de um mercado interno que responda aos desejos dos produtores locais.
Tal vontade pode ter a resposta adequada se for dada a possibilidade dos produtores locais de exportar os seus produtos frescos nos navios que prestam serviço durante o período de Verão e que ligam a ilha graciosa, no mesmo dia, a outras ilhas que não a ilha Terceira.
Deste modo, seria dada a possibilidade da oferta de transporte marítimo de produtos, como a meloa da Graciosa, poderem chegar ao seu destino possibilitando o máximo de rentabilidade.
Ao permitir a colocação de carga nos referidos navios, nas ligações em que não exista oferta de ligação direta que esses navios consagram, certamente estaria a ser dado um importante passo no desenvolvimento do mercado interno e na sustentabilidade de inúmeras empresas agrícolas.
1 - Como avalia o Governo a possibilidade de permitir o transporte de carga de produtos frescos nos navios ao serviço da Região?
2 - Considera o Governo a possibilidade de ser facultado o transporte de produtos frescos naqueles navios nas ligações em que não exista oferta para o transporte entre a ilha Graciosa e a ilha de destino no mesmo dia?
Santa Cruz da Graciosa, 22 de Janeiro de 2013
Valdemiro Vasconcelos
1/17/2013
Voto de saudação - Filarmónica Recreio dos Artistas
Voto de Saudação
FILARMÓNICA RECREIO DOS ARTISTAS
A Filarmónica Recreio dos Artistas, de Santa Cruz da Graciosa, completou este mês 100 anos de existência.
Fundada a 1 de janeiro de 1913, é a segunda mais antiga desta ilha, depois da Sociedade Filarmónica União Praiense (1889) mas antes da Sociedade Filarmónica União Popular Luzense (1938) e da Filarmónica União Progresso Guadalupe (1963).
Junta-se agora às quatro dezenas de bandas centenárias entre as 100 filarmónicas das 9 ilhas dos Açores. E confirma assim o dinamismo dessa mais representativa expressão da cultura popular açoriana. Desde a mais antiga – a Filarmónica Triunfo, fundada em 1846 na cidade da Ribeira Grande – até à mais recente: a Sociedade Filarmónica Recreativa e Cultural de Nossa Senhora dos Anjos, constituída em 2012 na freguesia da Fajã de Baixo.
A única banda que comemora este ano um século de existência nos Açores, a Filarmónica Recreio dos Artistas, associa longevidade e vitalidade. A banda de 50 executantes dinamiza igualmente uma orquestra ligeira, um conjunto musical, um quarteto de saxofones e um grupo de violas da terra, para além de uma escola de música com mais de uma dezena de alunos.
Nas últimas décadas percorreu outras ilhas açorianas, com destaque para o primeiro lugar no concurso organizado em 1968 na cidade de Angra do Heroísmo; alcançou outras terras portuguesas, com uma participação no Festival Internacional da Madeira em 2003; e visitou portugueses de outras terras, com a sua deslocação de 2005 aos Estados Unidos da América para as Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra.
Filiada no Centro de Cultura e Desporto do INATEL e sócia fundadora da Federação de Bandas Filarmónicas dos Açores, é Pessoa Coletiva de Utilidade Pública desde 1990.
Assim, o Grupo Parlamentar do PSD, ao abrigo das disposições regimentais e estatutárias aplicáveis, propõe à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um Voto de Saudação à Filarmónica Recreio dos Artistas, da vila de Santa Cruz, na ilha Graciosa, pelo centenário da sua fundação.
Horta, Sala das Sessões, 17 de maio de 2013
Os Deputados Regionais
12/14/2012
Declaração de Voto - Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Sta. Cruz da Graciosa para 2013
DECLARAÇÃO DE VOTO
O PSD Graciosa decidiu abster-se na votação do Plano e Orçamento da Câmara Municipal para o ano de 2013.
Este será o último documento de gestão que esta Câmara Municipal submete à Assembleia Municipal e que consagra as opções do executivo do PS Graciosa.
Ao longo deste mandato, e depois de apresentado este último orçamento e plano anual de responsabilidade do PS Graciosa, não podemos deixar de salientar que adoptamos uma atitude de critica construtiva e de alerta para as variadas insuficiências que estes documentos demonstraram no cumprimento do compromisso eleitoral da responsabilidade do PS Graciosa.
Por outro lado cumprimos com a vontade dos Graciosenses, que deram a maioria dos votos a este executivo municipal, não dificultando a acção da Câmara em competências que são sua exclusividade, como é o caso da elaboração do Orçamento e Plano.
Importa realçar, para que não restem dúvidas, que a maioria do PSD Graciosa nesta Assembleia Municipal não tem poderes para elaborar o orçamento e plano anual da Câmara Municipal. A nossa possibilidade restringe-se, apenas, a viabilizar ou a chumbar estes documentos.
Certamente que todos compreendem que, caso o PSD chumbasse o Orçamento da Autarquia, a possibilidade da Câmara Municipal de responder perante o seu compromisso eleitoral seria seriamente afectada.
Assim, importa reforçar que fica demonstrado que ao longo dos vários orçamentos que a Câmara elaborou fomos sempre alertando e salientando aquilo que não subscrevíamos e aquelas matérias em que este executivo do PS Graciosa não estava a cumprir com o seu compromisso aquando das eleições.
Com este Orçamento e Plano para 2013 ficam por cumprir uma larga maioria das promessas do PS Graciosa na sua gestão da Câmara Municipal.
Mas mais grave, fica por cumprir o desejo dos Graciosenses de assistirem ao trabalho do executivo camarário para o desenvolvimento da ilha, no combate ao isolamento e para o crescimento económico do Concelho.
E a prova do que acabamos de afirmar é exposta na apreciação deste último Orçamento e Plano para 2013.
A Câmara Municipal mostra bem quais são as suas prioridades em ano eleitoral, e se assistimos à ridícula inscrição de 10 euros para o Projecto de Construção da Zona Industrial, já para o capítulo das estradas inscrevem-se dois milhões e quatrocentos mil euros.
Por outro lado, a Marina da Barra, onde a Câmara já gastou 140 mil euros vê apenas inscritos 100 mil euros resultando em mais uma promessa que não será cumprida pela Câmara.
As opções do PS Graciosa foram uma desilusão, e serão os Graciosenses a julgar o seu trabalho no final do próximo ano.
Santa Cruz da Graciosa, 13 de Dezembro de 2012
P' O Grupo Municipal do PSD
Voto de Pesar
VOTO DE PESAR
No dia 6 de Janeiro de 1954, nasceu em Goa, na então Índia Portuguesa, Vasco António dos Reis Magos Rocha Rodrigues.
Em 1957 vai para Angola onde faz os estudos liceais, até ao 5º ano, no Liceu Diogo Cão, tendo posteriormente rumado a Lisboa onde faz o 6º e 7º anos no Liceu D. João de Castro.
Em 1972 ingressa na Faculdade de Medicina no Hospital de Santa Maria e termina o curso em 1979 no Hospital Pulido Valente.
A 16 de Março de 1981, chega á ilha Graciosa, como médico de clínica geral, naquela que seria uma viagem por algum tempo mas que se tornou na maior viagem da sua vida!
Desde então o Sr. Dr. Vasco Rodrigues tratou os doentes desta terra e quem nos visita, com competência, dedicado zelo, abnegação, responsabilidade e disponibilidade permanente.
É reconhecido que o Sr. Dr. Vasco atendeu os seus utentes e não só, fora do seu horário normal de trabalho e em qualquer lugar, granjeando, também por isso, a simpatia e amizade dos graciosenses residentes e ainda dos que se encontram espalhados pelo mundo.
É ainda sabido que, por diversas vezes, durante os mais de 30 anos em que serviu a Graciosa, o Dr. Vasco permaneceu nesta ilha sozinho, em alguns casos por períodos relativamente longos, e nem por isso virou a cara á luta ou deixou de atender alguém.
No longo período de tempo em que permaneceu em funções o Dr. Vasco viu chegar e partir muitos colegas de profissão que, por um motivo ou outro, não permaneceram ao serviço da nossa ilha.
Para além de socorrer quem estava doente, foi também, em muitas circunstâncias, um amigo e confidente com quem muitos Graciosenses desabafaram mágoas e adversidades da vida, mas também partilharam alegrias e momentos inesquecíveis.
Para além da medicina o Sr. Dr. Vasco também desempenhou outras funções, desde logo de chefia no próprio Centro de Saúde bem como integrando-se em órgãos sociais de algumas colectividades da nossa ilha e colaborando na organização de vários eventos.
Em 2004 foi eleito, como independente nas listas do PSD/Açores, deputado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Recentemente demitiu-se dos cargos que desempenhava na gestão de programas regionais, nomeadamente Doenças Cerebrovasculares, e Diabetes e Nutrição, por ter sido injustiçado nas suas competências profissionais e de dedicação ao serviço público, como reconheceu a Ordem dos Médicos.
Ainda assim o Dr. Vasco Rodrigues nunca recusou atender ninguém que o procurava.
O Dr. Vasco Rodrigues casou na nossa ilha onde viu nascer um filho.
O empenho que colocou na defesa das questões graciosenses e a disponibilidade que sempre demonstrou para com as instituições que representou deram-lhe o merecido reconhecimento público.
Em 22 de Maio de 2011 recebeu o título de cidadão honorário da ilha Graciosa atribuído pela Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa após proposta nesse sentido apresentada por um grupo de cidadãos graciosenses.
Vasco Rodrigues faleceu no passado dia 27 de Novembro, com apenas 58 anos de idade.
O seu desaparecimento empobrece a ilha Graciosa e as causas a que se dedicou.
Assim, o Grupo Municipal do PSD na Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa propõe a aprovação do seguinte voto de pesar:
A Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa manifesta o seu pesar pelo falecimento do Dr. Vasco Rodrigues, cujo percurso de vida sempre demonstrou o seu empenho pela sua terra de adopção e pelas gentes da ilha Graciosa
Que deste voto seja dado conhecimento à família enlutada e à Ordem dos Médicos.
Santa Cruz da Graciosa, 13 de Dezembro de 2012
O Grupo Municipal do PSD
