3/20/2014

Comunicado dos deputados do PSD/Açores eleitos pela Ilha Graciosa

Veio o Secretário Regional dos Transportes e Turismo, Vítor Fraga, afirmar que a ilha Graciosa ficará melhor servida de transportes marítimos de passageiros e viaturas sem a realização de escalas pelos novos navios adquiridos pela região para operar no Grupo Central.

Acompanhado por um deputado do PS eleito pela Graciosa, o Secretário Regional demonstrou que apesar de ser novo no governo aprendeu depressa os velhos truques propagandísticos do Partido Socialista.

E aprendeu tanto que chegamos agora ao ponto de um governante querer convencer os graciosenses que a sua ilha vai ser bem servida por barcos que nunca aqui fazem escala.

O PSD/Açores não pode, por isso, deixar de lamentar, em primeiro lugar, a  falta de coragem política do secretário regional dos Transportes ao não incluir a Graciosa no seu roteiro de propaganda sobre suposto Plano Integrado de Transportes e, em segundo, por ter anunciado em Lisboa que os novos navios não farão escalas na Graciosa.

O mesmo secretário que para disfarçar as suas responsabilidades diz que a Graciosa precisa de navios maiores, mas ao mesmo tempo elabora horários e rotas que se mantém longe de servir a Graciosa como esta verdadeiramente necessita.

Basta notar que nas viagens com a Graciosa, apenas por 4 vezes é utilizado o navio Hellenic Wind, sendo as restantes operadas pelo Navio Santorini.

Das viagens com a Graciosa, apenas por 10 vezes se consegue obter ligação da Graciosa para S. Miguel no mesmo dia, isto é, sem necessidade de pernoita na ilha Terceira, sendo que, nas restantes vezes que o Navio faz viagem da Graciosa para a Terceira (15 viagens) é necessário pernoitar na Terceira, e destas, 3 só apanha ligação passados 2 dias e uma apenas passados 3 dias!

Acresce que as viagens para a ilha Terceira realizam-se invariavelmente com chegada às 23:30 à Praia da Vitória e há até um caso em que o Navio sai da Graciosa às 02:30 e chega à Terceira às 05:45 da manhã!

Por exemplo, um produtor da Graciosa que actualmente queira exportar para o Faial, apenas consegue fazer chegar a sua mercadoria uma semana depois de a embarcar, o que contraria toda a propaganda que tem sido feita pelo governo regional em torno da criação de um suposto mercado interno.

Como se vê, pelos exemplos citados, não é verdade que a Graciosa se encontre bem servida pelas viagens da Atlanticoline assim como não é verdade que resulte qualquer benefício para a Graciosa pela ausência de viagens dos novos navios adquiridos pela região.

O Secretário Regional Vítor Fraga acusa os deputados do PSD Graciosa de má fé nas críticas ao transporte marítimo. É uma acusação que, em abono da verdade, temos de devolver ao Governante que tem vindo a ignorar esta ilha e as necessidades da sua economia e dos seus habitantes como fica demonstrado quer pelos novos horários do transporte marítimo quer pelos novos horários de transporte aéreo.

A defesa dos interesses da ilha Graciosa faz-se com a certeza de correspondermos ao mandato que nos foi conferido pelos Graciosenses, sem medo da verdade e sem calar a nossa voz perante as injustiças de que a ilha tem sido alvo.

Santa Cruz da Graciosa, 20 de Março de 2014


REQUERIMENTO – Ilha Graciosa mais uma vez prejudicada

Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores

ASSUNTO: REQUERIMENTO – Ilha Graciosa mais uma vez prejudicada

Excelência.

No passado dia 13 de Março os Graciosenses ficaram a conhecer a decisão do Governo de que os novos navios adquiridos para operar no Grupo Central não vão operar na ilha Graciosa.        

A informação divulgada pela Rádio Graciosa dava conta das declarações do Secretário Regional dos Transportes em que afirmava que: "a Graciosa irá ficar servida como estava anteriormente"! Ou seja, e por outras palavras, vai continuar mal servida como até aqui.

Em 11 de Agosto de 2010, o então Secretário da economia, Vasco Cordeiro, afirmava na cidade da Horta sobre transportes marítimos que: "além das obras que estão em curso, vamos igualmente concretizar uma intervenção na frota, à semelhança do que já foi feito para o transporte aéreo com a renovação integral da frota da SATA Air Açores, agora com a renovação dos navios que operam no Grupo Central. (...) Não se trata de uma mera substituição de navios, mas sim de um corte destinado a explorar novas oportunidades e a contribuir para a consolidação de uma ideia que deve ser colocada em prática: construir no Grupo Central um verdadeiro mercado interno".

 Em 24 de Novembro de 2013, ou seja, há menos de 4 meses, aquando da bênção do navio "Mestre Simão", afirmava o agora Presidente do Governo, Vasco Cordeiro: "os dois novos navios de transporte de passageiros e viaturas, que vão começar a operar no Grupo Central no início do próximo ano, constituem uma peça essencial na "revolução tranquila" que se está a operar no modelo de transporte marítimo na Região." acrescentando que: "A prioridade que o Governo atribuiu à construção destes dois navios constitui, o reconhecimento e a resposta ao caráter verdadeiramente essencial dessa ligação", desde logo entre o Faial, o Pico e São Jorge, e numa perspetiva mais geral, entre todo o Grupo Central."

 Ora, em momento algum dos seus muitos momentos de propaganda o governo regional informou os açorianos de que estava também a implementar um novo conceito de "grupo central".

 No caso específico da Graciosa percebe-se agora o significado pleno da expressão "revolução tranquila" nos transportes marítimos. Em bom rigor, é tão tranquila que os graciosenses vão continuar sem se aperceber que está em curso uma suposta revolução nos transportes marítimos. Em suma, e nas palavras do antigo presidente da JSD/Açores, e agora secretário regional do Turismo e Transporte, "um bom exemplo do marketing político. Uma boa embalagem para pouco conteúdo".

 Tudo isto seria cómico, não fosse revelar uma trágica falta de estratégia para com o desenvolvimento da ilha Graciosa que vê o seu papel no Plano Integrado de Transportes reduzido ao mero cumprimento de duas ou três promessas do Partido Socialista já muito atrasadas no tempo.

 Seja como for, não pode o Governo deixar de explicar cabalmente as razões de ter adquirido dois navios para o Grupo Central, e ter excluído a ilha Graciosa dessa operação.

 Assim, ao abrigo das disposições regimentais aplicáveis, os deputados signatários solicitam ao Governo Regional o seguinte:

       Quais as razões para a não operação na Graciosa dos novos Navios adquiridos para operar no Grupo Central?

       De que forma vai a Graciosa participar na "revolução tranquila" que o governo diz estar em curso na Região?

       De que forma prevê o governo criar condições na ilha Graciosa para que os seus produtores possam aceder ao transporte marítimo de mercadorias em carga corrida, à semelhança do previsto para as ligações no triângulo?

 

Com os melhores cumprimentos.

 

Santa Cruz da Graciosa, 19 de Março de 2014

Os Deputados

 (João Bruto da Costa)

(Valdemiro Vasconcelos)

2/12/2014

PSD/Açores lamenta "dezassete anos de oportunidades desperdiçadas pelo PS"



Horta, 12 de fevereiro de 2014

 

PSD/Açores lamenta "dezassete anos de oportunidades desperdiçadas pelo PS"


O PSD/Açores lamentou hoje que "após quase duas décadas de governo, o Partido Socialista continue a falhar de forma muito significativa nas políticas de coesão territorial e a apresentar resultados muito fracos ao nível da dinamização económica da Região".


"Apesar de gastos mais de 130 milhões no sistema de transportes marítimos de passageiros e viaturas, os Açores continuam sem um verdadeiro mercado interno capaz de dinamizar a economia das diferentes ilhas da Região", recordou o deputado social democrata Jorge Macedo, no parlamento, durante uma sessão de perguntas ao governo regional.

"O Partido Socialista iniciou o transporte inter-ilhas com navios antigos e passado todo este tempo continua a fazer o serviço com navios velhos que não correspondem às nossas necessidade", acrescentou, recordando que "continuamos a não ter navios com capacidade para o transporte de carga rodada entre todas as ilhas quando existem estudos que indicam que o mercado interno pode substituir cerca de 60 por cento das importações de produtos alimentares". "Tal aproveitamento só não está a ser feito por responsabilidade exclusiva do governo regional", considerou.

 

Além do problema dos transportes marítimos também as acessibilidades aéreas para as ilhas da coesão continuam a provocar "grandes constrangimentos", considerou, o deputado do PSD/Açores João Bruto da Costa.

 

"Ao fim de dezassete anos de governação socialista, uma passagem aérea entre o Corvo e Terceira custa ida e volta, neste momento, cerca de 207 euros, enquanto o preço das viagens entre a Graciosa e São Jorge se situa nos 107 euros e uma viagem Ponta Delgada Horta nos 145 euros. Trata-se de um preço que está a penalizar a economia dessas ilhas e da Região no seu todo, além de constituir um entrave à mobilidade dos açorianos".

 

O grupo parlamentar do PSD/Açores lamentou, ainda, "a visível falta de capacidade do governo para responder às dificuldades atuais". De facto, salientou o deputado Bruno Belo, "já depois de terem sido conhecidas as questões a colocar neste debate, o governo reuniu na passada segunda feira e tomou um conjunto de decisões nitidamente a pensar nas questões que seriam colocadas pelos partidos da oposição".

 

"É caso para dizer que esta sessão de perguntas pode não contribuir para resolver os problemas, mas já contribui pelo menos para convocar um conselho do governo e para anunciar medidas que esperemos não se continuem a atrasar".

Um dos exemplos de imobilismo governamental foi demonstrado pelo deputado Cláudio Lopes a propósito das intervenções nos portos da Madalena e de S. Roque do Pico.

 

"O Porto da Madalena está a ser alvo de intervenção. Mas a empreitada respetiva pauta-se já por um atraso que ronda um ano e meio. A outra importante acessibilidade referida é o Porto Comercial localizado em São Roque do Pico, obra anunciada há cerca de dois anos mas que parece ter desaparecido já que, sobre ela, nada se sabe".

 

Por sua vez, o deputado António Pedroso, estranhou que "depois de 17 anos de governação socialista ainda não se consigam publicar horários atempadamente". "Há cerca de duas semanas ainda não estava publicada a totalidade de horários para o mês de Abril e época alta. Quem tentava marcar viagem de Lisboa para S. Jorge em determinados dias não encontrava ligação".

 

"Esta imprecisão de informação continua a ser um entrave ao desenvolvimento das ilhas da coesão", disse.

1/31/2014

PSD/Açores quer posição do Governo Regional sobre abertura de nova farmácia na Ilha Graciosa


O PSD/Açores quer que o Governo Regional esclareça a população da Graciosa sobre "a possibilidade da abertura de mais uma farmácia na ilha", uma situação "que está salvaguardada em termos legais, e que se apresenta como solução possível face ao flagelo da falta de medicamentos que, há meses a fio, atinge a sua população", disse o deputado João Bruto da Costa.

 

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o social-democrata recorda que, em outubro passado, "o PSD/Açores questionou a tutela sobre a contínua falta de medicamentos na Graciosa, tendo-nos sido assegurado que o governo havia aplicado várias multas à única farmácia da ilha, acompanhando de perto a situação, com inspecções e outras acções, e providenciando o fornecimento de alguns fármacos por parte da Unidade de Saúde local", explica.

 

"No passado dia 10 de Janeiro, o Secretário Regional da Saúde, em declarações à comunicação social, admitiu a possibilidade do Governo Regional tomar posse administrativa da única farmácia a funcionar na Graciosa", lembra João Bruto da Costa, referindo que, "legalmente, há outras hipóteses viáveis", adiantou.

 

"A abertura de novas farmácias obedece à capitação mínima de 3500 habitantes por farmácia num município, com exceção das ilhas com um só município e uma só farmácia, em que essa capitação é de 2500 habitantes por farmácia. E salvaguardando-se sempre a possibilidade de duas farmácias por ilha", esclarece o deputado.

 

"A questão que colocamos é simples e direta. Pondera o Governo a abertura de concurso para a instalação de uma nova farmácia na Ilha Graciosa?", questiona o parlamentar", acrescentando que "a abertura desse concurso é possível quando o interesse público, no acesso dos cidadãos aos medicamentos, seja justificado por uma melhor cobertura farmacêutica", afirmou.

 

João Bruto da Costa diz ainda que "os centros de saúde, as unidades de saúde de ilha ou as autarquias locais também podem requerer esse procedimento concursal. Como não é conhecido qualquer requerimento das entidades referidas, e com o governo a ameaçar a posse administrativa da única farmácia da ilha, torna-se necessário compreender as razões para a não abertura de mais uma farmácia na Graciosa", conclui.


 

1/23/2014

Horários da SATA para o próximo verão IATA prejudicam a Graciosa

Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores

 

ASSUNTO: REQUERIMENTO – Horários da SATA para o próximo verão IATA prejudicam a Graciosa

 

Excelência,

 

No passado mês de Setembro de 2013, o PSD denunciou a alteração das ligações aéreas de e para a Graciosa, já que estava prevista a supressão de um voo às quartas-feiras.

Em resposta o Governo assegurava que tal se tinha tratado de um lapso informático.

Sucede que, provavelmente, os lapsos informáticos voltaram a direccionar-se às ligações com a ilha Graciosa e para o próximo verão IATA volta a desaparecer um dos voos de quarta-feira.

Por outro lado, esta supressão de uma ligação às quartas-feiras que ocorre, pelo menos, até finais de junho de 2014, implica, igualmente, que deixa de existir qualquer dia da semana em que um passageiro oriundo da Graciosa consiga chegar a Lisboa a horas decentes, fazendo-o perder um dia inteiro em viagem.

Acresce que a ligação com o Porto é igualmente prejudicada, já que deixando de existir o segundo voo das quartas-feiras para a Graciosa, deixa de existir ligação com o voo Porto-Terceira.

Deste modo impõe-se que o governo esclareça os lapsos informáticos, ou outras intenções, que prejudicam a ilha Graciosa pelo que, em cumprimento do mandato conferido pelos Graciosenses, impõe-se repetir as perguntas anteriormente formuladas.

Assim, ao abrigo das disposições regimentais aplicáveis, os deputados signatários solicitam ao Governo Regional o seguinte:

  

·      Conhece o Governo as intenções da SATA de reduzir a oferta de ligações aéreas para a ilha Graciosa a partir do próximo verão IATA?

·      Pretende o Governo alterar essas intenções que prejudicam a Graciosa?

Com os melhores cumprimentos.

 

nota: anexam-se "prints" dos horários previstos de abril a junho de 2014

 

Santa Cruz da Graciosa, 23 de Janeiro de 2014

 

Os Deputados


(João Bruto da Costa)

(Valdemiro Vasconcelos)

 

1/22/2014

PSD/Açores estranha falta de fisioterapeuta na Graciosa


PSD/Açores estranha falta de fisioterapeuta na Graciosa

 

O PSD/Açores pediu hoje explicações ao governo regional sobre a não contratação de um fisioterapeuta para reforçar o quadro da Unidade de Saúde da ilha Graciosa, apesar desse ser um compromisso assumido pelo executivo socialista no início de 2013.

 

Num requerimento entregue no Parlamento açoriano, os deputados do PSD/Açores, João Bruto da Costa e Valdemiro Vasconcelos, recordam que em Abril do ano passado, na sequência de uma visita estatutária, o conselho do governo anunciou ter autorizado a abertura de concurso para admissão de um fisioterapeuta para reforçar o quadro da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa.

 

Na sequência desse anúncio, recordam, "a 3 de Maio de 2013, foi publicada no sítio da internet 'Bolsa de Emprego Público – Açores' (BEPA) uma oferta de mobilidade 'com vista ao provimento de 1 lugar(es) de Técnico de 2ª Classe do quadro de Ilha Graciosa afecto ao/à Unidade de Saúde da Ilha Graciosa para a área Serviço de fisioterapia da(o) Unidade de Saúde da Ilha Graciosa da(o) Secretaria Regional da Saúde'".

 

No entanto, realçam, "a referida oferta foi concluída no passado dia 9 de Maio de 2013, sem que se conheça, consultando o referido portal BEPA, qual o resultado, sendo certo que não se conhece a contratação por via do referido concurso, de qualquer profissional, nem é conhecido qualquer seguimento dado a esta questão".

 

Os deputados sociais democratas açorianos estranham, por isso, "que a Unidade de Saúde da Ilha Graciosa recorra a serviços externos para prestação de cuidados de saúde na área da fisioterapia, revelando a insuficiência daquela Unidade de Saúde para responder às suas necessidades".

 

Assim, os deputados perguntam ao governo regional "qual o seguimento dado à determinação do Conselho de Governo" e se "está já contratado algum "Técnico de 2ª Classe do quadro de Ilha Graciosa afecto à Unidade de Saúde da Ilha Graciosa para a área serviço de fisioterapia", conforme anunciado pelo comunicado do Conselho do Governo de abril de 2013".




PSD/Açores pede informações sobre muralha da Praia na Graciosa



O PSD/Açores solicitou hoje ao governo regional um conjunto de informações sobre os danos provocados pelo mau tempo na muralha da Praia, na ilha Graciosa, e sobre as obras para ali previstas e ainda não iniciadas.

Num requerimento, assinado pelos deputados sociais democratas açorianos Valdemiro Vasconcelos e João Bruto da Costa, recorda-se que a recuperação da muralha da Praia na ilha Graciosa foi anunciada pelo governo regional em Março de 2005.

Posteriormente, lembram, "em Junho de 2011, e novamente na sequência de serem realizadas novas obras de consolidação e arranjos na muralha da Praia, o Governo Regional, através do seu órgão de divulgação e propaganda institucional, anunciava que as obras a decorrer naquela muralha estariam concluídas antes do verão daquele ano".

Um ano depois, "no seguimento da visita estatutária à ilha Graciosa, em moldes de campanha eleitoral, o Governo Regional fazia inscrever no seu comunicado o seguinte: 'autorizar a abertura do procedimento que visa a elaboração do projeto de retenção de areias e de salvaguarda da muralha de proteção marginal e zona anexa na praia da Vila da Praia da Graciosa. O projeto tem como objetivo melhorar as condições de retenção de areia na zona da praia e reduzir os riscos de galgamento e de erosão costeira ao longo dos muros de contenção existentes na via marginal e no tardoz das habitações localizadas naquela zona'".

Apesar dos anúncios governamentais, os deputados do PSD/Açores lamentam que a muralha se continue a degradar.

"É por demais conhecida a preocupação da generalidade dos graciosenses, em especial os habitantes da Vila da Praia, para com o estado da muralha da Praia, já que é cada vez mais notória a sua degradação, fruto da ação do clima, mas a que não são alheias as intervenções insuficientes realizadas naquele local, a que acresce o contínuo adiamento da execução de um projeto repetidamente anunciado e outras tantas vezes adiado e que envolve igualmente a retenção de areia do areal da Praia da Graciosa", alertam no requerimento.

De facto, afirmam, "ainda recentemente, e mais uma vez, os moradores da zona protegida pela muralha da Praia foram novamente confrontados com a situação de aflição provocada pelo mau tempo que assolou também a ilha Graciosa. A muralha da Praia da Graciosa vem, novamente, denotando graves sinais de degradação, com a existência de zonas em que o mar tem vindo a provocar a sua erosão, o que acentua as inquietações dos moradores daquela zona e as preocupações da generalidade dos graciosenses".

Assim, os deputados sociais democratas açorianos perguntam ao governo regional se está ciente do estado de degradação em que se encontra a muralha da Praia, na ilha Graciosa, e para quando a realização de um intervenção adequada a preservar aquela muralha?".

Pedem ainda informações sobre "o estado do anunciado projeto de 'retenção de areias e de salvaguarda da muralha de proteção marginal e zona anexa na praia da Vila da Praia da Graciosa', anunciado em 2012" e "para quando a realização das obras de recuperação e retenção do areal da Praia da Graciosa?".


12/04/2013

Governo Regional "deve explicações aos graciosenses" sobre encerramentos do Hotel da Graciosa e das Termas do Carapacho


O PSD/Açores exigiu hoje explicações do Governo Regional sobre a presença de uma bactéria nas águas do Hotel da Ilha Graciosa, situação que levou ao encerramento temporário daquela unidade, considerando que "está em causa uma matéria de saúde publica, pelo que interessa sossegar a população da ilha", avançou o deputado João Bruto da Costa.

 

O social-democrata acrescenta, num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, que "tendo também sido divulgado pela comunicação social, o encerramento das Termas do Carapacho, queremos saber o que o motivou. Ou seja, são duas situações que a tutela deve explicar, revelando as previsões para esses encerramentos e explicando as respetivas causas", frisou.

 

"Importa assegurar soluções rápidas para esta situação, que é grave, de forma a evitar mais prejuízos para o turismo da Graciosa", diz João Bruto da Costa, que questiona o executivo sobre "as análises já efetuadas à água, quer de instituições ligadas à unidade hoteleira, quer da rede pública, para a despistagem de possíveis infeções".

 

O deputado do PSD/Açores quer ainda saber "se foram tomadas medidas para a proteção dos trabalhadores do Hotel" e se o Governo "já pode assegurar o controlo regular da situação, por modo a garantir a saúde pública na Graciosa", concluiu.

 



11/28/2013

PS/Açores mantém-se distante dos problemas da ilha Graciosa

O PSD/Açores lamentou que a bancada parlamentar do PS/Açores se tenha mostrado “distante dos problemas da ilha Graciosa, preferindo apenas fazer o habitual elogio ao governo regional em vez de alertar para as carências de quem a elegeu”.
A declaração foi do deputado Valdemiro Vasconcelos, em resposta às críticas movidas à sua intervenção durante a discussão do Plano e Orçamento para 2014, “mais um em que aquilo que se escreve não é para se levar à letra, aquilo que se apresenta ou fica por realizar ou adia-se para daqui a três anos, quando já estivermos mais perto do ato eleitoral”, afirmou.
“Pensei que a bancada do PS/Açores viria aqui falar dos problemas que afetam a ilha Graciosa, como o flagelo dos medicamentos, em que os doentes vão ao Centro de Saúde levantar as receitas, vão à farmácia e não há medicamentos, tendo de aviar os seus pedidos na Terceira”, afirmou.
“Pensei que o PS/Açores ia falar dos erros nas obras do Carapacho, da preocupante baixa nos números do turismo, com menos 32% nas dormidas, ou das promessas por cumprir que continuam a ser a construção do matadouro e da marina, esta última com valores díspares da carta de obras públicas para os deste Plano e Orçamento”, frisou Valdemiro Vasconcelos.
“Afinal é tudo uma questão de credibilidade, porque os graciosenses querem ter esperança em dias melhores. Querem emprego para os seus filhos, para que a hemorragia populacional não leve a ilha Graciosa a patamares que pensávamos terem sido coisa do século passado. Para isso temos que repor a verdade, o que este PS não faz”, concluiu.

11/27/2013

Intervenção do Deputado Valdemiro Vasconcelos- debate do Plano e Orçamento 2014


Senhora Presidente,

Senhoras e senhores Deputados

Senhor Presidente do Governo

Senhora e Senhores Membros do Governo

 

 

Quem ainda acreditasse na letra plasmada na Proposta de Plano para 2014, e no que diz respeito a ilha Graciosa, e quando confrontado com uma decisão de apoio ou não a este documento, sejamos sinceros… seria difícil votar contra.

O problema deste quinto Governo Regional socialista é de falta de credibilidade. Aquilo que se escreve no Plano não é para se levar à letra. Aquilo que se apresenta hoje, ou fica por realizar ou, então, adia-se para daqui a três anos, quando já estivermos mais perto do ato eleitoral.

O Governo Regional inscreve nesta Proposta de Plano para 2014 uma verba de 2,5 milhões de euros destinada à construção da marina da Barra.

É este mesmo Governo Regional que apresentou, há relativamente pouco tempo, na Carta Regional de Obras Públicas em que se destinam para a referida obra 6 milhões de euros.

Agora digam-nos: acreditamos na Carta de Obras Públicas ou fazemos fé na Proposta de Plano que está aqui perante o Parlamento?

Ou não acreditamos nem numa nem noutra?

Ou seja, isto é mesmo uma questão de credibilidade! De credibilidade dos documentos apresentados por este quinto Governo Regional socialista e de credibilidade dos seus atores. Daqueles que permanecem no poder há quase dezassete anos e que vêm conduzindo a Região para este beco sem saída.

 

Senhora Presidente

Senhoras e Senhores Deputados

 

A beneficiação e reabilitação das estradas regionais da Graciosa são dotadas com uma verba de 130 mil euros.

Se tivermos em conta o estado de degradação da estrada Limeira-Serra Branca, Ribeirinha – Porto Afonso, obra há muito prometida, mas que nunca conheceu um metro de estrada de execução, só podemos, novamente, apontar para a falta de credibilidade dos documentos aqui apresentados e que são postos à votação.

O mesmo se poderá dizer em relação ao Matadouro da Graciosa.

Temos perante nós mais um Plano que inscreve uma verba irrisória, no valor de 185 mil euros, já diversos Planos foram aprovados por este Parlamento em que os diversos Governos Regionais socialistas se propunham levar a cabo a construção de tão importante obra para a economia da Ilha Graciosa.

É, na verdade, uma questão de credibilidade ou de falta dela!

 

Senhor Presidente do Governo

Senhora e Senhores Membros do Governo

 

O Turismo na ilha Graciosa, neste ano de 2013, conheceu um revés. As dormidas baixaram em 32%.

Não Basta construir um bonito e bem apetrechado hotel para que os turistas escolham a Graciosa para as suas férias.

E os jovens graciosenses bem que precisam de oportunidades de emprego.  

A remodelação das Termas do Carapacho ficou concluída no passado ano de 2010, num investimento que, em conjunto com a requalificação da zona balnear, ascendeu a 3,5 milhões de euros.

Por ocasião da sua inauguração, o atual Presidente do Governo, e, na altura, Secretário Regional da Economia, afirmava: "O Governo está orgulhoso da obra que aqui faz" (...) que marca não só a História da ilha Graciosa, mas que tem lugar cativo nos afetos e na memória coletiva do povo desta ilha".

Entretanto, menos de dois anos volvidos, as Termas foram encerradas para remodelação e a zona balnear oferece o mínimo de condições.

No início deste ano o Governo Regional comprometeu-se a reabrir as Termas até ao final do passado mês de Abril.

Estamos em Novembro, e as Termas continuam a precisar de obras. E os turistas aguardam que a palavra do Governo se cumpra.

É tudo uma questão de credibilidade!...

E os Graciosenses querem ter esperança.

Esperança em dias melhores.

Esperança no futuro.

Esperança em oportunidades de emprego para os seus filhos, para que a hemorragia populacional não leve a nossa ilha aos patamares que pensávamos terem sido coisa do século passado.

Temos que repor a verdade. Para que a esperança triunfe.

 

Disse.

PSD/Açores considera diálogo essencial para melhorar resultados socialistas



Horta, 27 de novembro de 2013



PSD/Açores considera diálogo essencial para melhorar resultados socialistas



O PSD/Açores reiterou, esta terça-feira, "total disponibilidade" para colaborar com o governo regional de forma a encontrar soluções para ultrapassar a atual situação de crise que se vive na Região.



Numa intervenção no plenário do Parlamento regional, onde se debatem as propostas de Plano e Orçamento para 2014, o deputado do social democrata açoriano João Bruto da Costa recordou "o aumento da pobreza e do número de açorianos que passam por grandes privações" e que levam a concluir que "a Região entrou numa espiral de crise social que, ano após ano, insiste em manter os Açores na cauda dos indicadores sociais do País e da Europa", constatou.



João Bruto da Costa lamentou, por isso, que o governo regional de proponha a aumentar o complemento regional de pensão em 1 euro por mês quando "em 2012 existiam nos Açores 50 mil pensionistas da segurança social a receber uma pensão em média inferior a 300 euros mensais".



Para o deputado social democrata açoriano é igualmente incompreensível que o governo regional não proceda a qualquer aumento do complemento ao abono de família.  "Em Setembro de 2013 havia nos Açores mais de 35 mil açorianos a receber o abono de família. O complemento regional de abono de família não sofreu qualquer aumento no orçamento regional de 2013 e o Governo pretende, para 2014, manter sem qualquer aumento este apoio aos que menos têm", lamentou.



Aliás, para o deputado social democrata açoriano "a crueza dos números e a sua impiedosa objectividade" contrariam a "propaganda oficial do governo regional e do Partido Socialista": "em 2011, quase 70%, ou seja, mais de dois terços dos agregados familiares dos Açores vivia com menos de 500 euros por mês".



Para João Bruto da Costa, esta realidade confirma que "o insistente auto elogio que, ciclicamente, se apodera do Governo Regional e do PS Açores culmina, invariavelmente, em piores resultados".

11/06/2013

Duarte Freitas afirma que governo disfarça via açoriana da austeridade



Ponta Delgada, 6 de novembro de 2013


O presidente do PSD/Açores manifestou hoje "alguma preocupação" com o Plano e Orçamento apresentados pelo governo regional socialista, que considerou documentos "destinados a disfarçar a via açoriana da austeridade e dos cortes nos apoios sociais e no investimento".

Duarte Freitas, que falava no final de uma reunião com a direção da CGTP/Açores, estranhou, inclusivamente, "as sucessivas críticas dos socialistas à austeridade nacional uma vez que o governo regional é quem mais ganha com essa austeridade".

"O Partido Socialista grita muito contra a austeridade, mas nunca explica que vai receber mais dinheiro dos impostos pagos pelos açorianos e que ao mesmo tempo vai reduzir os apoios para a aquisição de medicamentos e vai aumentar o complemento de pensão em 3 cêntimos por dia", salientou o presidente dos sociais democratas açorianos.

De facto, acrescentou, "ainda na semana passada vi o presidente do governo vangloriar-se com essa medida que aumenta em 3 cêntimos por dia o complemento de pensão". Ou seja, disse, "o governo regional embolsa milhões e corta nos medicamentos, poupa nos funcionários públicos e distribui cêntimos pelos mais fragilizados".

O presidente do PSD/Açores garantiu que o partido "está muito empenhado em ajudar os açorianos a vencer as dificuldades resultantes da atual crise económica e social".

"Muitos açorianos estão a viver grandes dificuldades e tudo faremos para que os açorianos tenham respostas que ajudem a vencer essas dificuldades", assegurou.