Sérgio Ávila mente descaradamenteA tentação da mentira é, para Sérgio Ávila, mais forte do que a opção pela verdade.Sempre que se sente acossado, quando é desmascarado pelas provas de que não existe o oásis em que diz viver a Região, não hesita. Nega, desde logo. Depois, inventa números. E nem sequer tem vergonha de se contradizer em relação à informação divulgada pelos serviços de que é responsável em última instância.Numa palavra, Sérgio Ávila mente. Descaradamente. Leva a desonestidade técnica e política aos limites.Vejamos:Lembrado, pelo Presidente do PSD/Açores, de que a execução dos Planos Regionais Anuais tem atingido níveis muito reduzidos, alcançando no presente ano, no final do terceiro trimestre, a mísera percentagem de 42%, quando falta apenas umo trimestre para concluir o ano, nega. E diz que a taxa de execução média dos últimos 3 anos foi de 92%. E diz, ainda, que em 2013 foi de 96%, a que se seguiu uma taxa de 92% em 2014. Sem vergonha, fez acompanhar essas declarações do conselho de que tem de haver "mais rigor" nas declarações sobre estas matérias.Pois bem, para que se faça o escrutínio às mentiras habituais de Sérgio Ávila, chamamos a atenção para os Relatórios de Execução Financeira Anual, publicados pela Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais, sob tutela do próprio Sérgio Ávila.Nestes documentos, que são públicos, pode-se ver que a taxa média de execução que Sérgio Ávila diz ter sido de 92% nos últimos 3 anos, foi de fato - confirmando o que Líder do PSD/Açores afirmou - de 74,8% (65,8% em 2012, 85,3% em 2013 e 73,3% em 2014).As execuções anuais de 96% e 92% relativas a 2013 e 2014, invocadas também por Sérgio Ávila, estão igualmente, como se vê, conpletamente afastadas da verdade.Pelos documentos oficiais, pode-se tambem confirmar que a taxa de execução do Plano de 2015, até ao final do terceiro trimestre, é de 42%.Como pode falar de rigor quem mente desta forma? Como pode ser levado a sério quem chega ao ponto de contradizer os seus próprios números?Ser honesto é uma característica que se exige aos políticos. Muito mais a quem tem nas suas mãos a condução das finanças regionais. Mas a honestidade política e intelectual, como se comprova, é um valor pouco caro a Sérgio Ávila.Viciado na prestidigitação dos falsos números que frequentemente debita, o responsável das finanças regionais já nem se apercebe quando mente. Está atolado no pântano da inverdade.Chama-se a isto, enganar os Açorianos. Sem vergonha. Descaradamente.Nas verdadeiras democracias, quem assim age só tem à sua disposição a porta de saída do governo. Por cá, tem o governo todo nas suas mãos.
Açores Comissão sobre transportes elege deputado indicado por PSD
Esta eleição acabou por desbloquear, ao fim de três reuniões, o impasse que se verificava na eleição do presidente da comissão de inquérito, uma vez que o nome indicado pelos sociais-democratas, João Bruto da Costa, era contestado pelos socialistas, que o chumbaram nas primeiras três votações.
Os deputados do PS, que tem maioria no parlamento e na comissão, votaram hoje todos no nome de Cláudio Lopes (também do PSD) para presidir à comissão, mas o deputado da ilha do Pico recusou assumir o cargo.
A presidente da Assembleia Regional, Ana Luís, convidou então o segundo deputado mais votado, João Bruto da Costa para presidir aos trabalhos da comissão.
Bruto da Costa foi eleito com os votos de toda a oposição (PSD, CDS, BE e PCP).
No final da reunião, Miguel Costa, deputado socialista, lamentou que os social-democratas tenham enveredado por "manobras políticas", insistindo num nome que o PS havia considerado não ter o perfil adequado para presidir a esta comissão.
"O PSD limitou-se, numa ação de birra e de teimosia, a continuar a insistir na presidência da comissão [pelo deputado Bruto da Costa], em vez de se dedicar àquilo que era mais importante, que era o objeto da comissão", sublinhou o deputado socialista.
Já o PSD entende que o que estava em causa era o direito potestativo das minorias de proporem uma comissão de inquérito e de presidirem a uma comissão parlamentar.
Cláudio Lopes, do PSD, defendeu que nem sequer devia haver eleição do presidente da comissão e propôs que seja alterado o regime jurídico das comissões de inquérito nos Açores, para clarificar procedimentos futuros.
"Nós já sugerimos a própria alteração ao regime jurídico das comissões de inquérito, para que aquilo que sucedeu nesta comissão, não venha a suceder nas próximas", insistiu.
O regime das comissões de inquérito dos Açores prevê a constituição de uma comissão por uma minoria parlamentar sem necessidade de haver votação no plenário, ao abrigo do direito potestativo das oposições.
No entanto, e ao contrário do que acontece na Assembleia da República, a escolha do presidente da comissão é sempre votada, mesmo quando a comissão foi constituída ao abrigo do direito potestativo de uma minoria de deputados.
O PS chumbou por três vezes, em reuniões anteriores, o nome de Bruto da Costa para presidir à comissão, mas disse que aprovaria qualquer um dos outros deputados do PSD que a integram.
No entanto, o PSD, apoiado pela restante oposição, recusou indicar outro nome, dizendo que estavam em causa os direitos das minorias.
Para desbloquear o impasse, o parlamento açoriano pediu um parecer jurídico externo que sugeriu nova votação em que todos os deputados do PSD da comissão fossem automaticamente candidatos a presidi-la. Foi isso que foi feito hoje.
O mesmo parecer considerou, no entanto, incongruente e questionável a regra de eleição do presidente da comissão, defendendo uma alteração ao regime jurídico em vigor.
Os deputados vão agora definir a metodologia de trabalho da comissão e as entidades a ouvir.
A comissão de inquérito foi criada para investigar acidentes ocorridos no final do ano passado no Pico, num dos quais morreu um passageiro da Transmaçor, uma das empresas públicas açorianas que assegura o transporte marítimo de pessoas e viaturas no arquipélago.
A comissão vai ainda analisar investimentos feitos em portos e barcos nos Açores.

